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Juízes completam 20 anos na magistratura sul-mato-grossense

No dia 4 de novembro, os juízes Mariel Cavalin dos Santos, Olivar Augusto Roberti Coneglian, Marilsa Aparecida da Silva Baptista, Daniel Della Mea Ribeiro, Daniela Vieira Tardin, Gabriela Müller Junqueira e Zidiel Infantino Coutinho, aprovados no XIX Concurso de Juiz Substituto do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, completam 20 anos de judicatura.Em conversa com a Secretaria de Comunicação do Tribunal de Justiça, eles falaram sobre a carreira. Para Mariel Cavalin, o que mais a marcou nessas duas décadas de judicatura foram a crescente inovação tecnológica e a concretização do processo digital, possibilitando acesso mais efetivo às partes das informações.A magistrada esclarece que foi o dia 4 de novembro de 1999, data de sua posse e ingresso na magistratura sul-mato-grossense, o início da concretização de um sonho. Ela conta que se decidiu pela carreira ainda bem jovem e nutriu esta escolha desde então. “Observando alguns magistrados, reconheci-me na imparcialidade, nos estudos constantes e na possibilidade de resolução de conflitos: é um sacerdócio”.Olivar Augusto Coneglian conta que escolheu a magistratura porque sempre teve facilidade e sempre gostou da área que envolve as relações humanas. Assim, o direito, para ele, acabou sendo uma escolha natural. “Já a magistratura foi onde senti que efetivamente poderia me desenvolver. Teria um campo aberto para trabalhar diretamente com o ser humano, com o outro”, confessou.Será que esses juízes, 20 anos depois, escolheriam a magistratura de novo? Olivar acha que é impossível responder tal questionamento porque passado tanto tempo é hoje uma pessoa diferente daquela que realizou o concurso duas décadas antes. Contudo, afirmou que continuar trabalhando na magistratura é sim um objetivo e uma escolha.“Com certeza absoluta continuo me dedicando diariamente na e para a magistratura. Sabedor que temos inúmeros limites, acredito que na magistratura ainda consigo fazer a diferença para um grande número de pessoas. E é isso que me dá força todos os dias”, garantiu.Outra a ter certeza de que fez a escolha correta é Gabriela Müller Junqueira. “Escolheria a magistratura novamente, a despeito do julgamento diário a que somos submetidos, dos ataques que a carreira sofre em razão da atuação equivocada de poucos. Exercer o cargo de forma imparcial, buscando sempre a verdade e a justiça, da forma mais célere possível, e constatar no julgamento final que alcançamos o objetivo é a maior recompensa que poderia ter. Sinto-me recompensada nessas horas”, confessou.Mariel assegura que escolheria a magistratura de novo como profissão. “Sem dúvida! Embora atualmente a carreira esteja passando por situações bem peculiares, mormente o desgaste midiático, eu percorreria todo o caminho de estudos e preparação para me tornar juíza com a mesma satisfação, orgulho e alegria de 20 anos atrás”.Será que os juízes teriam uma sentença ou situação, ou ainda audiência da qual se orgulham, por entenderem que responderam às expectativas da população? Mariel sempre se recorda das palestras nas escolas que proferiu quando judicava nas comarcas do interior. “Oportunidade para me aproximar da comunidade, principalmente da juventude, e, de certa forma, compartilhar experiências”.“Uma das situações que mexeu comigo foi uma audiência de usucapião, na qual proferi a sentença de procedência no ato. Foi comovente quando a advogada, com os olhos cheios de lágrimas e muito emocionada, falou depois da sentença que ela era a maior testemunha de sua cliente, uma mulher batalhadora e que realmente merecia aquela sentença de procedência”, relatou Gabriela.Olivar coloca que as ações envolvendo adoção e a área de família são as que mais provocam as emoções dos magistrados, contudo, não tem uma sentença, uma decisão, ou audiência específica que prefira citar como motivo de orgulho. Ele reafirma que o que mais o marca é a busca cotidiana de um bom serviço.Para ele, eficiência não é apenas números, não é só lançar uma decisão a favor ou contra determinada pessoa: é ter a certeza de que lançou a melhor sentença possível dentro das condições que o processo permitiu. Em seu entender, o juiz que fundamenta suas decisões, que esclarece de que forma chegou a uma conclusão, está respeitando a população e sendo eficaz.Ao finalizar, Olivar confidenciou que o trabalho diário é o que o marca. “É perceber que, mesmo as pequenas decisões, têm grande diferença na vida e no cotidiano das pessoas. É o caminhar, o respeito para com o jurisdicionado e os servidores é o que posso dizer que me marca”.Situação curiosa relatada pelos magistrados foi que, diferentemente do que se dá hoje em dia, em 1999, pela falta de magistrados, sete dias depois de tomarem posse foram designados para atuar em comarcas no interior do Estado.Alguns lembraram, em tom saudosista, que os administradores do Tribunal de Justiça à época (Des. Rêmolo Letteriello - Presidente, Des. Luiz Carlos Santini - Vice-presidente e Des. Elpídio Helvécio Chaves Martins - Corregedor), chamaram-nos em uma sala e, com o mapa do Estado, mostraram onde cada um iria trabalhar. Os sete magistrados receberam conselhos, desejo de um bom trabalho e, após esta reunião com a administração, iniciaram o que passou a ser a vida de cada um: um trabalho diário.Todos ingressaram na magistratura de MS como juízes substitutos e foram judicar em comarcas do interior. Aos poucos, por meio de promoções deixaram a primeira entrância para atuar nas comarcas de segunda entrância e nas de entrância especial.Atualmente, judicam em Campo Grande Daniel Della Mea Ribeiro, na 6ª Vara Cível; Gabriela Müller Junqueira, na 7ª Vara Cível; Mariel Cavalin dos Santos, na 16ª Vara Cível; Olivar Augusto Roberti  Coneglian, na 2ª Vara Criminal; e Zidiel Infantino Coutinho, na 3ª  Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos.As juízas Daniela Vieira Tardi e Marilsa Aparecida da Silva Baptista estão em Dourados: a primeira está na 4ª Vara Cível e a outra na 3ª Vara Cível, além de responder pela direção do Foro.
04/11/2019 (00:00)

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