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“Eu, Juíza” apresenta mais uma magistrada

Continuando a ação "Eu, Juíza", desencadeada pela Diretoria da Mulher da AMAMSUL, mais uma mulher magistrada compartilha pensamentos, visão do mundo e um pouco de sua trajetória. Esta semana, apresentamos "EU, THIELLY, JUÍZA", homenageando uma mulher que se destaca pela eficiência e celeridade nas decisões. Conheça a magistrada. Thielly Dias de Alencar Pithan e Silva 1) Qual a data de seu ingresso na magistratura? 19 de julho de 2017. 2) Está em exercício ou já se aposentou? Em exercício. 3) Como foi sua posse? Foi maravilhosa. Estava acompanhada de familiares e de mais 17 colegas também empossados. 4) Como foi seu primeiro dia de juíza? No meu primeiro dia de trabalho, na comarca de Água Clara, uma sensação de dever cumprido tomava conta do meu ser, porque o concurso foi muito árduo. Também estava muito entusiasmada com o início da nova jornada. Fiz uma reunião de apresentação com todos os servidores para conhecer cada um e esclarecer nossas expectativas em relação ao tempo em que trabalharíamos juntos. Para finalizar nossa reunião, li um texto motivacional chamado “A menina do vestido azul” e, para simbolizar e marcar o momento, levei uma boneca de pano de vestido azul, que ficou exposta na secretaria, a fim de que todos nunca se esquecessem de nossos compromissos iniciais para que diariamente pudéssemos fazer, cada um, a nossa parte para melhorar a prestação jurisdicional no local. 5) Qual foi seu dia mais feliz de magistrada? Foram muitos. Emocionei-me muito no dia em que, durante o estágio supervisionado no curso de formação, fui ao Fórum de Campo Grande. Retornar ao local em que trabalhei por anos, inicialmente como estagiária e depois como servidora efetiva, encheu meu coração de gratidão e fez “a ficha cair” sobre o tamanho de minha conquista. Por uma feliz coincidência, o primeiro colega a supervisionar minha atuação foi Alexandre Tsuyoshi Ito, referência profissional para mim e a quem devo muito. Tive a graça de assessorá-lo por mais de dois anos. Dias depois, na primeira audiência criminal que conduzi na 2ª Vara Criminal, a Defensoria Pública estava representada na audiência pela Defensora Pública com quem trabalhei (estágio e assessoria) por mais de um ano, Lucienne Borin Lima. Estes encontros me deixaram muito feliz porque me recordaram do caminho que tive que percorrer até a aprovação no concurso, que não foi fácil. 6) Qual foi sua ação mais significativa, ou a decisão mais marcante da qual se orgulha? Há algumas. A mais recente foi em uma audiência nos autos de uma simples ação de cancelamento de assento de nascimento em duplicidade, em que a parte interessada, pessoa idosa e muito doente, estava visivelmente insatisfeita porque aguardava há dois anos a solução do impasse para conseguir retirar seus documentos pessoais e solicitar benefício assistencial do INSS. Respondia às perguntas com má vontade e rispidez. Estava muito sujo e maltratado. Vivia às expensas de um vizinho, que cedeu um quarto nos fundos da sede da maçonaria local e lhe fornecia alimentação. Em resumo, sentenciei em audiência e, após breve diálogo, ele foi embora, finalmente com um único assento de nascimento e satisfeito com a justiça que, como diria o ditado popular, tardou, mas não falhou. O que me causou perplexidade foi que o interessado vivia de privações, tudo lhe faltava, e a única coisa que teve “em dobro” só lhe causou transtorno. 7) O que mais a comoveu na atuação como juíza? Há muitas mazelas e misérias humanas que me comovem diariamente. Mas, criança acolhida é o nosso maior flagelo. 8) Qual seu sonho de magistrada? Que a judicatura nunca se torne uma atividade burocrática e mecânica, e que sempre sejamos capazes de buscar a justiça do caso. 9) O que gosta de fazer no tempo livre? Ler. Assistir. Viajar. 10) Qual seu desafio pessoal e/ou profissional mais relevante? Viver e não simplesmente “passar pela vida”. 11) Cite uma mulher inspiradora, brasileira ou não. Minha mãe, sem dúvida. Com quem convivi apenas 10 anos de minha vida. Mas, que foram suficientes para me deixarem marcas indeléveis que constituem a essência de quem eu sou. 12) Cite uma mulher inspiradora que exerce ou exerceu um cargo no Poder Judiciário, Executivo ou Legislativo do Brasil, em qualquer esfera (municipal, estadual ou federal). Inicialmente, pensei na professora Adélia Prado, que também é poetisa, filósofa, esposa e mãe, e que me inspira, de fato. Mas não preciso ir muito longe. Convivi, de perto, com duas estudiosas do Direito que respeito e admiro e que, definitivamente, me inspiram: a defensora pública Lucienne Borin Lima, e a juíza do Trabalho Izabella de Castro Ramos. 13) O que diria hoje numa frase a uma mulher que quer ser juíza? Avante! Há muito a fazer! 14) Diga uma frase que a define como mulher magistrada. Inspirada no moleiro do contista francês, que disse ainda haver juízes em Berlim: Eu acredito na Justiça!
15/04/2019 (00:00)

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