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Dia Internacional da Síndrome de Down: Diga sim à inclusão

Qual instrumento musical você sabe tocar? Já praticou mais de um esporte ao longo da vida? E aquele hobby que todo janeiro você promete começar, realmente deu início? Ou quem sabe aquele sonho de desfilar no carnaval? Talvez a correria do dia a dia ou qualquer outra desculpa que costumamos utilizar, tenha impedido você de fazer todas essas coisas, mas as desculpas não foram o suficiente para deter a jovem Ana Carolina Queiroz Rodrigues, de apenas 30 anos. Nem o fato de ter nascido com Síndrome de Down.Ana Carolina é um dos cerca de 270 mil brasileiros que possui essa condição. A Síndrome de Down é uma ocorrência genética natural (não uma doença) em que, por motivos desconhecidos, na gestação, há uma alteração cromossômica durante a pisão de células do embrião, fazendo com que a criança nasça dotada de três cromossomos 21, e não dois, como é o ordinário. Essa situação acaba por afetar o desenvolvimento da pessoa e determina algumas características físicas e cognitivas peculiares.“Eles não são seres especiais, não são seres da complexidade. Não! São pessoas que podem viver e conviver normalmente em qualquer ambiente social”, enfatiza com propriedade a professora aposentada Rosana Queiroz da Silva Rodrigues. Rosana, além de ter trabalhado na rede pública estadual de ensino com enfoque na educação especial e inclusiva por 37 anos, é a mãe da Ana Carolina e foi convidada pela Comissão de Acessibilidade do TJMS para contar um pouco da sua experiência em um vídeo sobre o dia 21 de março, Dia Internacional da Síndrome de Down.“Nós estamos na busca de que o poder público assuma seu papel de oferecer os serviços, as capacitações e a acessibilidade”, continua Rosana. Como mãe de uma filha com síndrome de down na década de 90, a professora conta que muita coisa melhorou para essas pessoas, no entanto, ela relata que grande parte das conquistas adveio do esforço e busca pessoal das próprias pessoas com down e de seus familiares.É exatamente este ponto que a campanha promovida pelo Tribunal de Justiça de MS deseja abordar. A Comissão de Acessibilidade, coordenada pelo juiz auxiliar da presidência, Alexandre Branco Pucci, instituiu o Calendário Inclusivo, uma programação de pulgação nas persas mídias de datas alusivas a inúmeras bandeiras de acessibilidade e de inclusão da pessoa com deficiência, sendo a primeira delas o dia 21 de março.Com a pulgação dessas datas, a Comissão pretende conscientizar sobre os direitos das pessoas com deficiência ao demonstrar a razão deles existirem e a batalha travada para que fossem adquiridos. Assim, também foi convidada para participar do vídeo promocional a servidora Lívia Fernanda Filippin Regiori, assessora da Vara de Falências e cumprimento de Cartas Precatórias da Capital. Lívia é mãe da pequena Isabelle, de menos de um ano, que nasceu com a síndrome de down.“No decorrer da minha gestação, durante a realização de um exame, descobri que a Isabelle teria a síndrome de down. Eu fiquei desesperada com a notícia no início, porque acredito que eu, como a maioria das pessoas, tive muito medo do desconhecido”, relata Lívia.Lívia também contou que antes do nascimento da filha, não dava a devida atenção às pessoas com deficiência, não enxergava a realidade delas, e que tudo mudou quando passou a vivenciar a situação. No entanto, a mãe, ainda em sua pouca experiência nesta função, entende que esse não é o cenário ideal. “Acho que as pessoas deveriam enxergar sem precisar passar por isso. As pessoas deveriam ver mais as necessidades dos outros e os órgãos públicos promover mais campanhas mostrando as necessidades das pessoas com deficiência e também demonstrando a necessidade da inclusão delas, principalmente no mercado de trabalho”.Ana Carolina, por sua vez, é o exemplo vivo de que basta incentivo e oportunidades para que pessoas com down tenham uma vida comum. Ela, que concluiu os estudos no colégio e atualmente faz aulas de pintura, desenho e trabalha no apoio administrativo de uma grande empresa de telecomunicações, conta que deseja continuar a se capacitar. “Estou me preparando para fazer faculdade, um curso de linguagem”.A jovem já fez aulas de hipismo e natação, inclusive viajando com a equipe de nado para três estados diferentes. Como quase toda pessoa que já morou em Corumbá, Ana participou do Carnaval da cidade. Ela, porém, foi mais do que espectadora do evento: a jovem desfilou como passista e porta-bandeira e diz querer ser rainha de bateria um dia.Diante de todo o sucesso já alcançado pela filha, Rosana busca sempre trocar experiências com outras famílias que vivem situações semelhantes a sua. “A nossa mensagem é viver a vida com plenitude. Enxergar e viver as dificuldades, e lutar para não ficarmos na dificuldade! Hoje temos uma filha adulta, que vive uma plenitude de vida, e é ela que nos move com todo esse entusiasmo, com todo esse carinho”, conclui.Assista ao vídeo com os depoimentos no https://youtu.be/11f5-4SVOs8Saiba mais – A Comissão de Acessibilidade e Inclusão no âmbito do Poder Judiciário foi instituída por meio da Portaria nº 1.592 e é órgão vinculado à Presidência do TJMS, sob o comando do Des. Paschoal Carmello Leandro. O juiz auxiliar da presidência, Alexandre Branco Pucci, coordena a Comissão e também fazem parte do grupo o juiz auxiliar da presidência, Atílio César de Oliveira Jr., o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral de Jus-tiça, César Castilho Marques, servidores representantes da presidência, das Secretarias de Gestão de Pes-soal, de Comunicação, de Tecnologia da Informação, de Obras, de Bens e Serviços, da Escola Judicial, do Núcleo Socioambiental, do Fórum de Campo Grande e do Cijus.
21/03/2020 (00:00)

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