Quarta-feira
19 de Junho de 2019 - 

Curso de Preparação à Adoção da Capital atrai público recorde

Com público recorde de 177 inscritos começou na noite desta segunda-feira (8) a primeira edição de 2019 do Curso de Preparação à Adoção (CPA). Diante da quantidade de inscritos maior do que a capacidade do plenário do Tribunal do Júri do Fórum de Campo Grande, foi realizada a transmissão simultânea para o plenário menor. O CPA é o passaporte de entrada para quem deseja adotar. Ao longo de oito encontros, os principais temas e experiências serão apresentados aos presentes que, após concluir a capacitação, tem até dois anos para dar o próximo passo e se habilitar no processo de adoção. Embora seja um pré-requisito obrigatório, cada comarca tem a autonomia de criar o seu formato de trabalho. Na Capital, a Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso realiza o curso desde 2008, sendo que, no ano de 2016 remodelou o formato, passando de dois para oito encontros, aprofundando os debates e reflexões no intuito de oportunizar aos interessados um amadurecimento sobre a ideia de ter um filho por adoção. A palestra de abertura foi ministrada pela própria juíza da Infância, Katy Braun do Prado, que apresentou os "Aspectos Jurídicos da Adoção". Mas, muito mais do que aquilo que é legalmente instituído no país, e as regras que orientam esse processo, a magistrada apresentou uma reflexão e exemplos práticos desta relação, onde de um lado pretendentes buscam realizar o sonho de se tornarem pais e, de outro, a criança, que é o foco principal do Judiciário, tem o direito de crescer dentro de uma família. A juíza destacou que o trabalho da vara da infância tem como prioridade aquilo que é melhor para a criança ou adolescente, mesmo que isto desagrade aos pais biológicos ou os pretendentes a adoção. Apresentando uma série de esclarecimentos sobre a questão, a magistrada elencou os motivos que podem levar os pais a perder o direito de criarem seus filhos. “Pobreza jamais será um motivo, mas hoje a legislação brasileira não aceita mais castigo corporal aos filhos, como também manter as crianças desamparadas ou, atos imorais e contrários aos bons costumes da época, sendo que, nos dias de hoje, um desses atos seria o uso de drogas”. Katy Braun explicou ainda que o primeiro direito da criança é crescer em sua família de origem, por isso o trabalho do Judiciário é esgotar todas as possibilidades dos filhos retornarem aos seus pais biológicos, na medida em que ocorra uma mudança de comportamento dos genitores e ainda, caso não seja possível, conceder a guarda da criança a familiares que mantém laços de afeto e convivência. Somente vencida esta fase, sem êxito na reinserção em sua própria família, é que o Poder Judiciário passa então a procurar uma nova família. Embora o limite nacional seja de 1 ano e meio, a juíza esclareceu que Campo Grande trabalha com um tempo médio de 6 meses para dar um desfecho a cada caso. Sendo que, estatisticamente, metade das crianças retornam para suas famílias de origem e as demais são encaminhadas para adoção. E, nesse estágio, o cuidado da Vara da Infância é redobrado: ou seja, essa criança já sofreu ao ser destituída de seus familiares, agora, compete ao Judiciário executar um trabalho o mais eficiente possível para que os futuros pais sejam os melhores possíveis. O que explica um pouco todo o processo, que inicia com o curso, e passa por investigação da vida pessoal, entrevistas com psicólogos e assistentes sociais e demais etapas que compreendem os passos necessários para quem busca se habilitar à adoção. Nesta terça-feira (9), a partir das 19 horas, acontece a segunda noite do curso, que terá como palestrante o juiz da infância de Sidrolândia, Fernando Moreira Freitas da Silva, que abordará o tema "Adoção: espera e desafios". Saiba mais – O objetivo do CPA constitui, em sua totalidade, uma forma de desconstruir os paradigmas que permeiam o imaginário dos pretendentes à adoção. Neste viés, o curso tem a finalidade de preparar os candidatos para lidar com os diferentes aspectos do processo de adoção. Desse modo, atua como uma forma de prevenção, pois aborda possíveis conflitos dos pretendentes, tentando evitar que dúvidas e ansiedades interfiram na formação do vínculo com a criança. A realização do curso está prevista na nova Lei de Adoção (Lei nº 12.010, de 2009) e no próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A comarca de Campo Grande ministra o CPA desde 2008 e no ano de 2016 reformulou a capacitação, que se estendeu de dois para oito encontros, de modo a contemplar e aprofundar os debates sobre o tema. Os encontros são pididos em quatro módulos, com intervalo de duas semanas entre cada um. Para receber o certificado é necessário 100% de presença de cada participante, ou seja, no caso de casal, ambos precisam participar de todas as reuniões. Este primeiro módulo ocorre nos dias 8 e 9 de abril, das 19 às 22 horas. O próximo módulo será realizado nos dias 22 e 23 de abril. E ainda, em maio, o terceiro módulo ocorre nos dias 6 e 7 de maio e, por fim, nos dias 20 e 21 de maio acontece a quarta e última etapa da capacitação. Os encontros são realizados sempre no período da noite. Para mais informações, os telefones do Núcleo de Adoção são 3317-3551 ou 3317-3548.
09/04/2019 (00:00)

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